Nova casa!

23 Janeiro, 2007

A partir de hoje o blog Reflexões Digitais tem novo endereço e casa própria.

Agora você pode acompanhar as conjunturas, especulações, tendências, informações e novidades do mercado em:

http://www.reflexoesdigitais.com.br

Aos poucos estarei retirando esse blog do ar!Não deixem de acessar o novo blog, afinal mudamos devido ao crescente aumento na audiência!

Te vejo lá na nossa nova casa.


Feed-se

Você pode atualizar o endereço do Blog no seu agregador RSS agora!

Adicionar no Meu GoogleAdicione ao seu BloglinesAdicione ao seu BloglinesAdicionar no NewsgatorAdicionar no Meu Yahoo!Adicionar no NetvibesAdicione no seu MSNAdicionar no Meu AOLadicione no seu Technorati

XML do RSS

Você também pode linkar esse blog nas suas comunidades

digg it!This Blog is del.icio.us!



Em obras :)

22 Janeiro, 2007

Caros Leitores,

As atualizações no blog andam paradas porque estou migrando o mesmo.

Em poucos dias teremos a nova versão de Reflexões Digitais.

Novinha em folha e com endereço próprio.

Obrigado pela compreensão e aguardem.

[]´s


Será o Google a próxima Microsoft (Parte 2 de 2)

18 Janeiro, 2007

Apesar da Microsoft estar perdendo o confronto direto com a Google, no mercado on-line, não se pode subestimar a empresa de Bill Gates.

Mudanças de rumo

O CEO da Microsoft, Steve Balmer, e o Chairman, Bill Gates, continuam acreditando na habilidade da empresa em inovar, investindo em novas funcionalidades para o seu sistema operacional, desenvolvendo novos aplicativos, assim como investindo no mercado de videogames.

“Para a Microsoft esse ano é um grande marco, muitos produtos que estamos desenvolvendo por anos estão finalizados e devem ser introduzidos no mercado”.Declarou Bill Gates no seu “keynote” na abertura da CES 2007 – Consumer Eletronics Show – realizada semana passada em Las Vegas.

Durante a palestra de Gates, um funcionário da Microsoft demonstrou o Virtual Earth, tido como um exemplo na inovação que a empresa pretende introduzir durante o ano. Utilizando o Xbox o funcionário voou em uma réplica 3D da cidade de Las Vegas, projetada no telão.

“Isso é muito divertido e também muito prático”. Disse Justin Hutchinson, o funcionário que realizou a demonstração durante a palestra do Chairman da Microsoft. “Se sou um novo habitante, ou visitante da cidade, posso ter um senso de direção visualizando virtualmente onde estão as atrações de Las Vegas”, disse Gates.

No entanto, mesmo as pessoas que elogiaram o produto desconfiam que as funcionalidades disponíveis excedem as necessidades do consumidor médio.  “Parece que para as finalidades práticas da maioria dos consumidores ferramentas em 2D, que indicam a direção precisamente e detalhadamente, supram as atuais necessidades”. Escreveu Walter Pritchard, um analista da Cowen & Co.

Steve Berkowitz, ex CEO da Ask.com, foi contratado pela Microsoft em abril de 2006 para operacionalizar esse tipo de serviço on-line, falou para o jornal “Mercury News” que a empresa precisa focar mais no que o consumidor deseja em relação as novas tecnologias.

“…é muito ao redor da idéia de modificar o pensamento”, disse Barkowitz, que tem a credibilidade por ter ressuscitado a Ask depois que a empresa quase faliu com a bolha da internet em 2000. “A tecnologia é o inicio, e a experiência do usuário é o que temos que focar”.

A crítica, cuidadosamente, exposta por Berkowitz é repetida pelos especialistas em marketing baseado em ferramentas de busca que estão tendo dificuldades em utilizar o novo aplicativo para a gestão de campanhas publicitárias on-line lançado pela Microsoft, o AdCenter.

Sherry Mao, gerente de marketing em buscas da Coremetrics, uma empresa que auxilia os anunciantes a gerenciar e mensurar o resultado de suas campanhas on-line, disse que seus clientes estão gostando da taxa de conversão (impressões x cliques) aferida no AdCenter. Muitas vezes o resultado obtido utilizando o aplicativo da Microsoft atinge até cinco vezes mais do que o AdWord, da Google.

Contudo, Mao relatou que o sistema da Microsoft é muito mais complexo que o da concorrente e pode demandar horas para a criação de uma campanha, enquanto que no AdWords o anunciante realiza essa tarefa em minutos. “O processo é muito manual e demanda um tempo muito grande para ser configurado”.

Continuando com as análises de Sherry Mao, segundo ela a Microsoft impressionou de forma positiva os executivos da Coremetrics oferecendo uma equipe especializada para ser alocada na empresa e instruir como tirar maior proveito do sistema. 

Mas mesmo com um software superior, se a Microsoft não mostrar resultados, consistentes, no aumento de tráfego a batalha frente o Google continuará longe de ser vencida.“Temos que atingir a massa critica”, escreveu Berkowitz.

Além de contratar Berkowitz, a Microsoft tem tomado medidas drásticas para ajustar o curso da sua estratégica em produtos on-line.

As apostas também estão no “Live”

Em junho de 2006 um renomado forasteiro, Ray Ozzie, o criador do Lotus Notes da IBM, foi contratado para o posto de Diretor de Arquitetura de Softwares – cargo até então ocupado por Bill Gates. Ozzie defendeu as idéias elaboradas para os serviços “Live”, ou aplicativos que tinha suas funções essencialmente baseadas na internet, utilizando API´s nas quais desenvolvedores externos pudessem aproveitar a “base” para construir aplicações, como já havia sido utilizado anteriormente com Windows, no caso das DLL´s.

A Microsoft teve que modificar a sua metodologia de desenvolvimento de softwares, adotando métodos mais ágeis de programação, nos quais enfatizava pequenas equipes e produtos comercializáveis a curto prazo, minimizando os longos processos de planejamento. “Implantamos uma metodologia de desenvolvimento ágil e sem muitas burocracias, na intenção de entregar mais produtos em menos tempo. Assim, maximizamos nossas receitas e vantagens estratégicas no posicionamento de mercado”. Declarou Ozzie.

Nas novas áreas, como serviços para telefonia móvel que conectam a internet, a Microsoft ainda leva vantagem em relação ao Google. De acordo com a Telephia, uma firma de pesquisas, 3,7% dos proprietários de telefones móveis nos EUA acessaram o site da Microsoft em 2006, contra 3,5% que visitaram o serviço on-line da Google.

Mas até mesmo nessa área a, tão poderosa, Microsoft não ocupa a liderança. Kanishka Agarwal, vice-presidente da Telephia, escreveu recentemente para a revista Forbes que a Yahoo! detem a o primeiro lugar nesse segmento com 5,9% dos usuários graças aos acessos provenientes do Yahoo! mail.

O ponto chave que a Microsoft perdeu, disse Alan Wiener, um analista técnico veterano, foi o ponto focal que era incorporado por Bill Gates. O cargo de CEO foi delegado a Balmer, em janeiro de 2000, e Gates continuou profundamente engajado como responsável pela Arquitetura de Software até junho, quando foi substituído por Ozzie.

A retirada gradual do micro-gerente da Microsoft esta causando sérios problemas de integração entre os produtos da empresa. Por exemplo, o Zune, aparelho reprodutor de musicas e vídeos inicialmente não eram carregados com vídeos do serviço Soapbox. Já o Xbox tem a funcionalidade de enviar mensagens instantâneas, contudo a ferramenta não está integrada com o MSN que roda no PC.

A Microsoft se justifica declarando que esta trabalhando para integrar todas as suas tecnologias para criar uma experiência simples e poderosa ao usuário.

“A idéia de experiências integradas deve evoluir com o que iremos disponibilizar ao longo desse ano de 2007”. Declarou Bill Gates no seu “keynote” da última semana, na CES. “Nós podemos adicionar essas incríveis melhoras no hardaware, nos podemos ter um novo tipo de conteúdo que sempre será desenvolvido focando a interatividade, nos podemos ter esse aplicativo poderoso… nos podemos ter tudo isso e atingir o próximo nível”.

“Não subestime a Microsoft”, concluí Weiner.

Enquanto isso em Moutain View…

Enquanto a Microsoft quebra a cabeça para afastar o fantasma Google de seus sonhos, a empresa de Mountain View continua a prosperar e aumentar, ainda mais, seu domínio na Internet.

Aparentemente a Google começa a faturar U$0,20, proveniente de receitas publicitárias, por cada busca realizada em seu site, de acordo com o analista Tim Boyd da Caris & Co., escrito em um recente artigo na BusinessWeek.

Utilizando os dados disponibilizados pela comScore, Boyd estimou que a Yahoo! faturou em média 10 à 20 centavos de dólar por cada busca realizada no seu site em 2006, totalizando um faturamento de U$1.61 bilhões nos primeiros nove meses do ano. Utilizando a mesma fórmula o analista concluiu que a Google faturou entre 19 e 21 centavos de dólar em cada busca, totalizando U$4,99 bilhões no mesmo período.

O crescimento da Google foi incrível se comparado com os U$0,10 de dois anos atrás. O artigo da BusinessWeek também relata a dificuldade do Yahoo! em monetizar os page views que não são provenientes de buscas, além do potencial de alavancar a veiculação de anúncios direcionados a um público específico em páginas que não são de buscas.

Dessa forma fica claro que todo o mercado corre atrás do prejuízo que o sucesso da Google vem causando. Em todas as frentes os executivos das principais empresas Web traçam estratégias para retomar o crescimento de suas respectivas empresas que perdem mercado, essencialmente para a Google.


Será o Google a próxima Microsoft? (Parte 1 de 2)

16 Janeiro, 2007

Estratégias baseadas no controle dos usuários e no monopólio refletem diretamente na perda de mercado da Microsoft frente a Google.

A Microsoft pode ter despendido anos no desenvolvimento do Windows Vista, gerando um longo atraso para o lançamento da nova versão do sistema operacional, mas quando Bill Gates apresentou o plano para e, finalmente, minar o domínio do Google – na Internet – ele disponibilizou apenas 100 dias aos engenheiros da empresa.

Gates delegou a Stephen Lawler, líder da recém formada equipe de desenvolvimento do Virtual Earth, a responsabilidade de não permitir atrasos seguindo a risca o cronograma estipulado para dois anos de desenvolvimento do produto.

Contudo os esforços não foram suficientes, a equipe de Redmond (sede da Microsoft) perdeu a corrida para os programadores de Moutain View e assim a Google saiu na frente lançando o Google Earth antes da concorrente.

Durante o último ano a Microsoft lançou alguns aplicativos web. Além do, muito elogiado, Virtual Earth um software em 3D que retrata fielmente as maiores cidades do planeta, a empresa disponibilizou outros serviços on-line: seu novo portal – o Live, o portal de vídeos, classificados on-line, serviço de e-mail para celular e sua rede social (o Microsoft Space). Talvez o serviço mais importante, lançado em maio de 2006, tenha sido seu novo AdCenter que possibilitaria a empresa monetizar a partir dos serviços on-line oferecidos.

O resultado da demora: O número de usuários dos seus serviços on-line ficou longe das metas estipuladas devido aos atrasos no desenvolvimento dos produtos, a Google saiu na frente lançando produtos semelhantes antes da Microsoft. As vendas de anúncios não tiveram sucesso, enquanto o tráfego e as vendas de anúncios da Google continuaram a crescer vertiginosamente.
“Ainda é muito cedo!”

Os principais executivos da Microsoft dizem que estão trabalhando com uma visão de longo prazo. “Nós ficamos satisfeitos quando disponibilizamos os serviços certos no lugar certo, a equipe certa no lugar certo terá sucesso, mas é muito precipitado tentar ocupar todos os espaços disponíveis nesse momento.”, declarou Adam Sohn, diretor de vendas e marketing para os serviços on-line.

Otimismo corporativo à parte, os resultados recentes e oficiais são bastante alarmantes.

De acordo com a comScore Media Metrix, o número total de visitantes únicos que acessou os sites da Microsoft – nos EUA – em dezembro de 2006 superou os 117 milhões, um nível de crescimento igual a zero comparado com o ano anterior. Já a Google obteve a audiência de 113 milhões de usuários únicos, um crescimento de 21% comparado com dezembro de 2005. Em relação ao número de Page Views, a Microsoft teve um crescimento de 12% aumentando as impressões de suas páginas para 18 bilhões em dezembro contra um crescimento de 90% da Google que aferiu 13 bilhões de page views.

Dessa forma, a empresa de Bill Gates continua perdendo terreno na internet para a Google, após ter desenvolvido seu próprio sistema de busca em 2004 – MSN. Já em novembro, a Microsoft viu seu market share cair para 8% em buscas. Dois anos atrás, quando sua busca – MSN – foi lançada na versão beta, a empresa detinha 50% do mercado, de acordo com a Nielsen/NetRatings.

A perda de mercado na internet está refletindo diretamente nas vendas on-line da Microsoft. Durante o terceiro trimestre de 2006 (terminado no dia 30 de setembro), a receita proveniente de serviços on-line foi estimada em U$539 milhões, uma queda de 5% no ano. Nesse quesito a comparação com a Google chega a ser cruel, a empresa de Mountain View registrou um resultado de U$2,69 bilhões, um crescimento de 70% em relação ao mesmo período de 2005.

“A Google é a próxima Microsoft porque a Microsoft é a próxima IBM.” Declarou Stephen Arnold, no seu livro “The Google Legacy”. “Assim como a Microsoft superou a IBM, o Google irá superar a Microsoft”.

Os executivos da Google evitam comentar os infortúnios da Microsoft. Mas em um artigo recente escrito para a revista “The Economist”, o CEO da Google Eric Schimidt premeditou o que será do mercado on-line no futuro “os sistemas proprietários promovidos por empresas individuais que buscam um monopólio serão varridos do mercado a partir de 2007”.

“Os últimos anos nos mostrou que esse modelo de negócios, onde as empresas querem controlar os consumidores e o conteúdo não funcionam mais.”, declarou Schimidt.

Leia a parte 2


Uma tentativa de publicidade viral, bem sucedida?

11 Janeiro, 2007

Antes de ler o post assista ao video !

 

Navegando pelo Youtube deparei com um novo vídeo da ilustre Maria Alice Vergueiro. Ela mesma, a protagonista do “Tapa na Pantera”. Talvez seu vídeo tenha sido um dos mais acessados no Youtube em 2007.

Comecei a assistir e logo percebi que o tema havia mudado, não mais se falava em maconha. Parecia que aquela senhora dava dicas sexuais. No final do vídeo apareceu uma URL, http://www.troqueovelhopelonovo.com.br/, senti um ar de propaganda na mensagem acessei o link e lá estava. Um hotsite da Pirelli, oferecendo até 150 reais na troca de pneus para quem se cadastrasse na promoção.

Podemos considerar a ação uma tentativa de publicidade viral?

Creio que sim, Maria Alice tornou-se uma referência youtubiana, muito procurada e acessada. O vídeo publicado está milimetricamente bem incluído, com todas as tags e “keywords” para ser – facilmente - encontrado pelo usuário. Aparentemente foi inserido por três usuários distintos, não tem como avaliar se todos são responsáveis pela campanha, ou se alguém embarcou na onda para arrecadar alguns cliques.

No momento que escrevo esse post o vídeo já havia sido acessado por mais de 6000 internautas desde o dia 20 de dezembro, data de inclusão do primeiro vídeo. Não acredito que atinja muito mais acessos, a não se que a mensagem comece a se tornar viral a partir dos blogs.

A tentativa foi válida, levando-se em conta o custo de veiculação do vídeo. Mas será que entre 6000 pessoas algum pneu foi vendido, diretamente por essa ação? Será que os custos de produção + cachê da atriz foram cobertos pelo retorno da ação? Será que a campanha vai para a TV também?

Gostaria de analisar a taxa de conversão do vídeo em acessos ao site. Não tenho muita dúvida que nesse primeiro gargalo pelo menos 60%, no mínimo, dos internautas que viram o vídeo não acessaram o site.

O que consegui analisar nessa campanha foi: as agências de publicidade estão começando a abrir os olhos para o poder de viralidade na internet. Contudo, ainda estão longe de um modelo viável e, acima de tudo, atrativo para o internauta.

O conceito de viralidade parece ainda não ter sido absorvido pelos publicitários convencionais. Não basta colocar um vídeo no Youtube para classificar uma ação como viral. A base da viralidade é o usuário, e uma mensagem torna-se viral quando circula espontaneamente pela rede.

O mercado publicitário já aprendeu a jogar a isca, mas o usuário não é ingênuo a ponto de digitar uma URL apenas porque aparece no final de um vídeo.  A solução não é complicada, basta olhar sobre o ângulo da Web e não da publicidade convencional. O que atrai o internauta? Qual o melhor momento de uma campanha para utilizar a publicidade viral ?

O dia que algum publicitário dominar a viralidade na internet, terá passado para o próximo capítulo na história da comunicação.


As primeiras impressões, reais, do iPhone

10 Janeiro, 2007

mcworld.jpg

Ontem, após o “keynote” de Steve Jobs, na Macworld 2007 em São Francisco, o repórter do New York Times, David Pogue, encontrou-se com o pai do iPhone, Steve Jobs. Nesse encontro Pogue teve a oportunidade de “brincar” com a tão cobiçada maravilha.

Depois da sua experiência Pogue escreveu uma matéria descrevendo algumas características do iPhone que, segundo ele, só podem ser percebidas e avaliadas operando o novo gadget.

A seguir traduzo as impressões do repórter publicadas em seu artigo no NYT.

  • A sensação de segurar o iPhone é fantástica. Não parece com um iPod tampouco com o Palm Treo – mas algo realmente inovador. O aparelho é realmente muito fino na sua espessura, e suas bordas de aço arredondadas são bastante lisas, dessa forma podemos perdoar o fato de sua superfície ser maior que a do Treo. Quando você está em uma ligação, é muito interessante como a tela se desliga para economizar energia, graças ao sensor que detecta a proximidade com o ouvido.

  • Você, realmente, pode operar o iPhone com as pontas do dedo. Os botões aparecem na tela clicável, os únicos botões “físicos” são os de aumentar e diminuir volume, ligar e desligar o toque do telefone, colocar o aparelho em estado de hibernação e ativado além do botão Home.

A Apple testou inúmeros tipos de vidros, tentando encontrar um que não tivesse a superfície demasiadamente lisa ou áspera, ou deixasse muitas manchas ou rastros da interação dos dedos com o visor. O problema da manchas não foi totalmente resolvido, contudo é muito fácil remove-las.

  • Durante o único teste de ligação, feito por Pogue, a qualidade do som estava alta e clara. Claro, o local e a qualidade do sinal – da Cingular – serão variáveis e interferirão na qualidade do som quando o protótipo se tornar um produto.
     

  • A digitação é difícil. As teclas são apenas imagens impressas por detrás da tela de vidro, então, certamente não existe um feedback tátil ao pressionar uma tecla.

O Software de digitação ajuda bastante. Você pode cometer muitos erros de digitação enquanto digita uma palavra, mas o software analisa quais as teclas você “pensou” em apertar e disponibiliza a palavra que você “gostaria”. A melhor suposição aparece abaixo do que você digitou, basta pressionar a tecla de espaço para aceitar a palavra sugerida e continuar a digitação. Pogue digitou algumas mensagens de e-mail com várias palavras diferentes, a maior parte das palavras digitadas tiveram 100% de acerto entre a “vontade” de Pogue e a sugestão do software. Apesar de não ter testado nomes próprios o jornalista ficou com uma excelente impressão do software de auto-correção do iPhone.

  • Realmente, o telefone não estará disponível antes de junho, por isso alguns dos aplicativos do aparelho ainda não estão finalizados.  Durante seu teste David Pogue navegou por cantos obscuros da interface, o próprio Steve Jobs apontou algumas vezes funcionalidades onde apenas a interface gráfica estava finalizada.

  • Em ambas as ocasiões – tanto durante a palestra, quanto no teste de Pogue – a velocidade da internet estava boa, não maravilhosa, mas boa. Contudo todo o teste foi realizado com a tecnologia Wi-Fi, não com a vagarosa rede EDGE da Cingular. Pogue não pôde descrever como seria a velocidade da rede quando conectada através das ondas aéreas do celular. De novo ele frisa: “Eu utilizei um protótipo no qual os softwares ainda estão sendo desenvolvidos. Vários ajustes finos ainda serão realizados entre o dia de hoje (09/01) e o dia do seu lançamento em junho”.

  • A câmera também foi testada. Realmente é muito gratificante tirar fotos com uma ENORME tela de 3,5 polegadas; é raro encontrar câmeras com um tela desse tamanho. O tempo de “refresh” – entre o clique de uma foto, o armazenamento e adisponibilização da câmera para um novo clique - lhe pareceu o típico de aparelho celulares que possuem câmera, mas Jobs afirmou que esse tempo será muito menor até o dia do lançamento, este é mais um dispositivo que esta sendo finalizado.

  • A experiência com o browser é incrível. Você consegue ver toda a Web Page na tela do iPhone. Com um duplo clique em qualquer ponto você faz um zoom. Ou, usando os dois dedos você compacta o tamanho da imagem, ou preciona com o polegar e o indicador para fazer um zoom out. A animação é sem emenda, perfeitamente sincronizada, não congela. Usando o Google Maps para pegar direções e mapas, por exemplo, essa funcionalidade é anos luz mais simples e muito mais poderosa que em qualquer outro aparelho, graças a essa página “elástica” e a tecnologia de compactação de imagem.

Foi dessa forma que David Pogue descreveu seu primeiro contato com o tão sonhado iPhone. Nós mortais teremos essa oportunidade, apenas, a partir de junho. Por enquanto devemos nos contentar em sonhar…

iPhone


Steve Jobs ofusca a CES 2007

9 Janeiro, 2007

Enquanto o mundo da tecnologia está reunido em Las Vegas acompanhando atentamente as novidades e tendências para o ano de 2007 divulgadas na CES. O pai da Apple,  Steve Jobs, solta uma bomba de vários megatons em San Francisco, na Macworld 2007.

Certamente após o anuncio do novo iPhone todos os especialistas do mercado estão de queixo caído, boca aberta e loucos para Junho chegar logo, para adquirir o seu iPhone. Afinal quem mais dúvida do poder da Apple em inovar e reinventar, até mesmo a roda? Eu não!

De fato o iPhone deixa qualquer geek com as mãos coçando. Quem pensava que o iPod já tinha sido uma grande revolução tecnológica está hoje em estado de choque. Gostaria muito de ler os pensamentos de Bill Gates após a bomba, assim como observar o dia de trabalho amanhã lá na Microsoft.

Jobs deu uma cartada de mestre e sem blefe algum, colocou seu Royal Flush sobre a mesa. Quem banca essa aposta? Que o iPhone atingiu o estado da arte ficou claro. Mas em termos mercadológicos o que significou essa jogada? Nas minhas previsões de 2007 eu imaginei que a Web Mobile iria decolar nesse ano. Depois de hoje eu tenho certeza disso.

Além da grande novidade, do tão esperado, iPhone, algo me chamou bastante atenção no “keynote” de Jobs. Google e Yahoo! lado a lado, parece inacreditável certo? Mas é a mais pura realidade, Eric Schmidt, CEO da Google, e Jerry Yang, Co-fundador da Yahoo!, embarcaram nessa jornada lado a lado com a Apple. Enaltecendo o lançamento do iPhone e esbravejando orgulhosamente a chance de embarcar nessa jornada.

Só mesmo Jobs, o tão controverso executivo do mercado, para vender uma idéia e colocar os dois maiores concorrentes frente a frente, de mãos dadas lutando pelo seu desafio. Temos que tirar o chapéu, definitivamente.

Tantas empresas reunidas, tantos segredos e até o ultimo momento ninguém imaginava o que estava por vir. Que Bill Gates se prepare, porque além da pedra que o Google se tornou no caminho da Microsoft a Apple, hoje, demonstrou estar pronta para embarcar no futuro tecnológico e fazer historia. Por sua vez, a Yahoo!, maior aliada da Microsoft no mercado Web, pode rapidamente pular no colo de Jobs e seguir definitivamente seu caminho ao lado da Apple.


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.