Uma tentativa de publicidade viral, bem sucedida?

Antes de ler o post assista ao video !

 

Navegando pelo Youtube deparei com um novo vídeo da ilustre Maria Alice Vergueiro. Ela mesma, a protagonista do “Tapa na Pantera”. Talvez seu vídeo tenha sido um dos mais acessados no Youtube em 2007.

Comecei a assistir e logo percebi que o tema havia mudado, não mais se falava em maconha. Parecia que aquela senhora dava dicas sexuais. No final do vídeo apareceu uma URL, http://www.troqueovelhopelonovo.com.br/, senti um ar de propaganda na mensagem acessei o link e lá estava. Um hotsite da Pirelli, oferecendo até 150 reais na troca de pneus para quem se cadastrasse na promoção.

Podemos considerar a ação uma tentativa de publicidade viral?

Creio que sim, Maria Alice tornou-se uma referência youtubiana, muito procurada e acessada. O vídeo publicado está milimetricamente bem incluído, com todas as tags e “keywords” para ser – facilmente – encontrado pelo usuário. Aparentemente foi inserido por três usuários distintos, não tem como avaliar se todos são responsáveis pela campanha, ou se alguém embarcou na onda para arrecadar alguns cliques.

No momento que escrevo esse post o vídeo já havia sido acessado por mais de 6000 internautas desde o dia 20 de dezembro, data de inclusão do primeiro vídeo. Não acredito que atinja muito mais acessos, a não se que a mensagem comece a se tornar viral a partir dos blogs.

A tentativa foi válida, levando-se em conta o custo de veiculação do vídeo. Mas será que entre 6000 pessoas algum pneu foi vendido, diretamente por essa ação? Será que os custos de produção + cachê da atriz foram cobertos pelo retorno da ação? Será que a campanha vai para a TV também?

Gostaria de analisar a taxa de conversão do vídeo em acessos ao site. Não tenho muita dúvida que nesse primeiro gargalo pelo menos 60%, no mínimo, dos internautas que viram o vídeo não acessaram o site.

O que consegui analisar nessa campanha foi: as agências de publicidade estão começando a abrir os olhos para o poder de viralidade na internet. Contudo, ainda estão longe de um modelo viável e, acima de tudo, atrativo para o internauta.

O conceito de viralidade parece ainda não ter sido absorvido pelos publicitários convencionais. Não basta colocar um vídeo no Youtube para classificar uma ação como viral. A base da viralidade é o usuário, e uma mensagem torna-se viral quando circula espontaneamente pela rede.

O mercado publicitário já aprendeu a jogar a isca, mas o usuário não é ingênuo a ponto de digitar uma URL apenas porque aparece no final de um vídeo.  A solução não é complicada, basta olhar sobre o ângulo da Web e não da publicidade convencional. O que atrai o internauta? Qual o melhor momento de uma campanha para utilizar a publicidade viral ?

O dia que algum publicitário dominar a viralidade na internet, terá passado para o próximo capítulo na história da comunicação.

3 respostas a Uma tentativa de publicidade viral, bem sucedida?

  1. Guto Carrera diz:

    A F/Nazca está com uma ação viral muito bem elaborada no Bar da Boa (www.bardaboa.com.br). A brincadeira permite que você estampe seu nome na bela Juliana Paes e “zoe” seu amigo estampando na bunda de um garçom. Muito bem elaborado. Viral total, eu já mandei pra pelo menos uns 10 amigos.

  2. Muito boa a sua observação.

    Também acho que quem conseguir o modelo vai ter muito sucesso.

    Mas acho que para atingir tal ponto, só através da tentativa e do erro.

    Abraços

  3. valeu gostei muito parabéns

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