Será o Google a próxima Microsoft (Parte 2 de 2)

18 Janeiro, 2007

Apesar da Microsoft estar perdendo o confronto direto com a Google, no mercado on-line, não se pode subestimar a empresa de Bill Gates.

Mudanças de rumo

O CEO da Microsoft, Steve Balmer, e o Chairman, Bill Gates, continuam acreditando na habilidade da empresa em inovar, investindo em novas funcionalidades para o seu sistema operacional, desenvolvendo novos aplicativos, assim como investindo no mercado de videogames.

“Para a Microsoft esse ano é um grande marco, muitos produtos que estamos desenvolvendo por anos estão finalizados e devem ser introduzidos no mercado”.Declarou Bill Gates no seu “keynote” na abertura da CES 2007 – Consumer Eletronics Show – realizada semana passada em Las Vegas.

Durante a palestra de Gates, um funcionário da Microsoft demonstrou o Virtual Earth, tido como um exemplo na inovação que a empresa pretende introduzir durante o ano. Utilizando o Xbox o funcionário voou em uma réplica 3D da cidade de Las Vegas, projetada no telão.

“Isso é muito divertido e também muito prático”. Disse Justin Hutchinson, o funcionário que realizou a demonstração durante a palestra do Chairman da Microsoft. “Se sou um novo habitante, ou visitante da cidade, posso ter um senso de direção visualizando virtualmente onde estão as atrações de Las Vegas”, disse Gates.

No entanto, mesmo as pessoas que elogiaram o produto desconfiam que as funcionalidades disponíveis excedem as necessidades do consumidor médio.  “Parece que para as finalidades práticas da maioria dos consumidores ferramentas em 2D, que indicam a direção precisamente e detalhadamente, supram as atuais necessidades”. Escreveu Walter Pritchard, um analista da Cowen & Co.

Steve Berkowitz, ex CEO da Ask.com, foi contratado pela Microsoft em abril de 2006 para operacionalizar esse tipo de serviço on-line, falou para o jornal “Mercury News” que a empresa precisa focar mais no que o consumidor deseja em relação as novas tecnologias.

“…é muito ao redor da idéia de modificar o pensamento”, disse Barkowitz, que tem a credibilidade por ter ressuscitado a Ask depois que a empresa quase faliu com a bolha da internet em 2000. “A tecnologia é o inicio, e a experiência do usuário é o que temos que focar”.

A crítica, cuidadosamente, exposta por Berkowitz é repetida pelos especialistas em marketing baseado em ferramentas de busca que estão tendo dificuldades em utilizar o novo aplicativo para a gestão de campanhas publicitárias on-line lançado pela Microsoft, o AdCenter.

Sherry Mao, gerente de marketing em buscas da Coremetrics, uma empresa que auxilia os anunciantes a gerenciar e mensurar o resultado de suas campanhas on-line, disse que seus clientes estão gostando da taxa de conversão (impressões x cliques) aferida no AdCenter. Muitas vezes o resultado obtido utilizando o aplicativo da Microsoft atinge até cinco vezes mais do que o AdWord, da Google.

Contudo, Mao relatou que o sistema da Microsoft é muito mais complexo que o da concorrente e pode demandar horas para a criação de uma campanha, enquanto que no AdWords o anunciante realiza essa tarefa em minutos. “O processo é muito manual e demanda um tempo muito grande para ser configurado”.

Continuando com as análises de Sherry Mao, segundo ela a Microsoft impressionou de forma positiva os executivos da Coremetrics oferecendo uma equipe especializada para ser alocada na empresa e instruir como tirar maior proveito do sistema. 

Mas mesmo com um software superior, se a Microsoft não mostrar resultados, consistentes, no aumento de tráfego a batalha frente o Google continuará longe de ser vencida.“Temos que atingir a massa critica”, escreveu Berkowitz.

Além de contratar Berkowitz, a Microsoft tem tomado medidas drásticas para ajustar o curso da sua estratégica em produtos on-line.

As apostas também estão no “Live”

Em junho de 2006 um renomado forasteiro, Ray Ozzie, o criador do Lotus Notes da IBM, foi contratado para o posto de Diretor de Arquitetura de Softwares – cargo até então ocupado por Bill Gates. Ozzie defendeu as idéias elaboradas para os serviços “Live”, ou aplicativos que tinha suas funções essencialmente baseadas na internet, utilizando API´s nas quais desenvolvedores externos pudessem aproveitar a “base” para construir aplicações, como já havia sido utilizado anteriormente com Windows, no caso das DLL´s.

A Microsoft teve que modificar a sua metodologia de desenvolvimento de softwares, adotando métodos mais ágeis de programação, nos quais enfatizava pequenas equipes e produtos comercializáveis a curto prazo, minimizando os longos processos de planejamento. “Implantamos uma metodologia de desenvolvimento ágil e sem muitas burocracias, na intenção de entregar mais produtos em menos tempo. Assim, maximizamos nossas receitas e vantagens estratégicas no posicionamento de mercado”. Declarou Ozzie.

Nas novas áreas, como serviços para telefonia móvel que conectam a internet, a Microsoft ainda leva vantagem em relação ao Google. De acordo com a Telephia, uma firma de pesquisas, 3,7% dos proprietários de telefones móveis nos EUA acessaram o site da Microsoft em 2006, contra 3,5% que visitaram o serviço on-line da Google.

Mas até mesmo nessa área a, tão poderosa, Microsoft não ocupa a liderança. Kanishka Agarwal, vice-presidente da Telephia, escreveu recentemente para a revista Forbes que a Yahoo! detem a o primeiro lugar nesse segmento com 5,9% dos usuários graças aos acessos provenientes do Yahoo! mail.

O ponto chave que a Microsoft perdeu, disse Alan Wiener, um analista técnico veterano, foi o ponto focal que era incorporado por Bill Gates. O cargo de CEO foi delegado a Balmer, em janeiro de 2000, e Gates continuou profundamente engajado como responsável pela Arquitetura de Software até junho, quando foi substituído por Ozzie.

A retirada gradual do micro-gerente da Microsoft esta causando sérios problemas de integração entre os produtos da empresa. Por exemplo, o Zune, aparelho reprodutor de musicas e vídeos inicialmente não eram carregados com vídeos do serviço Soapbox. Já o Xbox tem a funcionalidade de enviar mensagens instantâneas, contudo a ferramenta não está integrada com o MSN que roda no PC.

A Microsoft se justifica declarando que esta trabalhando para integrar todas as suas tecnologias para criar uma experiência simples e poderosa ao usuário.

“A idéia de experiências integradas deve evoluir com o que iremos disponibilizar ao longo desse ano de 2007”. Declarou Bill Gates no seu “keynote” da última semana, na CES. “Nós podemos adicionar essas incríveis melhoras no hardaware, nos podemos ter um novo tipo de conteúdo que sempre será desenvolvido focando a interatividade, nos podemos ter esse aplicativo poderoso… nos podemos ter tudo isso e atingir o próximo nível”.

“Não subestime a Microsoft”, concluí Weiner.

Enquanto isso em Moutain View…

Enquanto a Microsoft quebra a cabeça para afastar o fantasma Google de seus sonhos, a empresa de Mountain View continua a prosperar e aumentar, ainda mais, seu domínio na Internet.

Aparentemente a Google começa a faturar U$0,20, proveniente de receitas publicitárias, por cada busca realizada em seu site, de acordo com o analista Tim Boyd da Caris & Co., escrito em um recente artigo na BusinessWeek.

Utilizando os dados disponibilizados pela comScore, Boyd estimou que a Yahoo! faturou em média 10 à 20 centavos de dólar por cada busca realizada no seu site em 2006, totalizando um faturamento de U$1.61 bilhões nos primeiros nove meses do ano. Utilizando a mesma fórmula o analista concluiu que a Google faturou entre 19 e 21 centavos de dólar em cada busca, totalizando U$4,99 bilhões no mesmo período.

O crescimento da Google foi incrível se comparado com os U$0,10 de dois anos atrás. O artigo da BusinessWeek também relata a dificuldade do Yahoo! em monetizar os page views que não são provenientes de buscas, além do potencial de alavancar a veiculação de anúncios direcionados a um público específico em páginas que não são de buscas.

Dessa forma fica claro que todo o mercado corre atrás do prejuízo que o sucesso da Google vem causando. Em todas as frentes os executivos das principais empresas Web traçam estratégias para retomar o crescimento de suas respectivas empresas que perdem mercado, essencialmente para a Google.


Será o Google a próxima Microsoft? (Parte 1 de 2)

16 Janeiro, 2007

Estratégias baseadas no controle dos usuários e no monopólio refletem diretamente na perda de mercado da Microsoft frente a Google.

A Microsoft pode ter despendido anos no desenvolvimento do Windows Vista, gerando um longo atraso para o lançamento da nova versão do sistema operacional, mas quando Bill Gates apresentou o plano para e, finalmente, minar o domínio do Google – na Internet – ele disponibilizou apenas 100 dias aos engenheiros da empresa.

Gates delegou a Stephen Lawler, líder da recém formada equipe de desenvolvimento do Virtual Earth, a responsabilidade de não permitir atrasos seguindo a risca o cronograma estipulado para dois anos de desenvolvimento do produto.

Contudo os esforços não foram suficientes, a equipe de Redmond (sede da Microsoft) perdeu a corrida para os programadores de Moutain View e assim a Google saiu na frente lançando o Google Earth antes da concorrente.

Durante o último ano a Microsoft lançou alguns aplicativos web. Além do, muito elogiado, Virtual Earth um software em 3D que retrata fielmente as maiores cidades do planeta, a empresa disponibilizou outros serviços on-line: seu novo portal – o Live, o portal de vídeos, classificados on-line, serviço de e-mail para celular e sua rede social (o Microsoft Space). Talvez o serviço mais importante, lançado em maio de 2006, tenha sido seu novo AdCenter que possibilitaria a empresa monetizar a partir dos serviços on-line oferecidos.

O resultado da demora: O número de usuários dos seus serviços on-line ficou longe das metas estipuladas devido aos atrasos no desenvolvimento dos produtos, a Google saiu na frente lançando produtos semelhantes antes da Microsoft. As vendas de anúncios não tiveram sucesso, enquanto o tráfego e as vendas de anúncios da Google continuaram a crescer vertiginosamente.
“Ainda é muito cedo!”

Os principais executivos da Microsoft dizem que estão trabalhando com uma visão de longo prazo. “Nós ficamos satisfeitos quando disponibilizamos os serviços certos no lugar certo, a equipe certa no lugar certo terá sucesso, mas é muito precipitado tentar ocupar todos os espaços disponíveis nesse momento.”, declarou Adam Sohn, diretor de vendas e marketing para os serviços on-line.

Otimismo corporativo à parte, os resultados recentes e oficiais são bastante alarmantes.

De acordo com a comScore Media Metrix, o número total de visitantes únicos que acessou os sites da Microsoft – nos EUA – em dezembro de 2006 superou os 117 milhões, um nível de crescimento igual a zero comparado com o ano anterior. Já a Google obteve a audiência de 113 milhões de usuários únicos, um crescimento de 21% comparado com dezembro de 2005. Em relação ao número de Page Views, a Microsoft teve um crescimento de 12% aumentando as impressões de suas páginas para 18 bilhões em dezembro contra um crescimento de 90% da Google que aferiu 13 bilhões de page views.

Dessa forma, a empresa de Bill Gates continua perdendo terreno na internet para a Google, após ter desenvolvido seu próprio sistema de busca em 2004 – MSN. Já em novembro, a Microsoft viu seu market share cair para 8% em buscas. Dois anos atrás, quando sua busca – MSN – foi lançada na versão beta, a empresa detinha 50% do mercado, de acordo com a Nielsen/NetRatings.

A perda de mercado na internet está refletindo diretamente nas vendas on-line da Microsoft. Durante o terceiro trimestre de 2006 (terminado no dia 30 de setembro), a receita proveniente de serviços on-line foi estimada em U$539 milhões, uma queda de 5% no ano. Nesse quesito a comparação com a Google chega a ser cruel, a empresa de Mountain View registrou um resultado de U$2,69 bilhões, um crescimento de 70% em relação ao mesmo período de 2005.

“A Google é a próxima Microsoft porque a Microsoft é a próxima IBM.” Declarou Stephen Arnold, no seu livro “The Google Legacy”. “Assim como a Microsoft superou a IBM, o Google irá superar a Microsoft”.

Os executivos da Google evitam comentar os infortúnios da Microsoft. Mas em um artigo recente escrito para a revista “The Economist”, o CEO da Google Eric Schimidt premeditou o que será do mercado on-line no futuro “os sistemas proprietários promovidos por empresas individuais que buscam um monopólio serão varridos do mercado a partir de 2007”.

“Os últimos anos nos mostrou que esse modelo de negócios, onde as empresas querem controlar os consumidores e o conteúdo não funcionam mais.”, declarou Schimidt.

Leia a parte 2


As primeiras impressões, reais, do iPhone

10 Janeiro, 2007

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Ontem, após o “keynote” de Steve Jobs, na Macworld 2007 em São Francisco, o repórter do New York Times, David Pogue, encontrou-se com o pai do iPhone, Steve Jobs. Nesse encontro Pogue teve a oportunidade de “brincar” com a tão cobiçada maravilha.

Depois da sua experiência Pogue escreveu uma matéria descrevendo algumas características do iPhone que, segundo ele, só podem ser percebidas e avaliadas operando o novo gadget.

A seguir traduzo as impressões do repórter publicadas em seu artigo no NYT.

  • A sensação de segurar o iPhone é fantástica. Não parece com um iPod tampouco com o Palm Treo – mas algo realmente inovador. O aparelho é realmente muito fino na sua espessura, e suas bordas de aço arredondadas são bastante lisas, dessa forma podemos perdoar o fato de sua superfície ser maior que a do Treo. Quando você está em uma ligação, é muito interessante como a tela se desliga para economizar energia, graças ao sensor que detecta a proximidade com o ouvido.

  • Você, realmente, pode operar o iPhone com as pontas do dedo. Os botões aparecem na tela clicável, os únicos botões “físicos” são os de aumentar e diminuir volume, ligar e desligar o toque do telefone, colocar o aparelho em estado de hibernação e ativado além do botão Home.

A Apple testou inúmeros tipos de vidros, tentando encontrar um que não tivesse a superfície demasiadamente lisa ou áspera, ou deixasse muitas manchas ou rastros da interação dos dedos com o visor. O problema da manchas não foi totalmente resolvido, contudo é muito fácil remove-las.

  • Durante o único teste de ligação, feito por Pogue, a qualidade do som estava alta e clara. Claro, o local e a qualidade do sinal – da Cingular – serão variáveis e interferirão na qualidade do som quando o protótipo se tornar um produto.
     

  • A digitação é difícil. As teclas são apenas imagens impressas por detrás da tela de vidro, então, certamente não existe um feedback tátil ao pressionar uma tecla.

O Software de digitação ajuda bastante. Você pode cometer muitos erros de digitação enquanto digita uma palavra, mas o software analisa quais as teclas você “pensou” em apertar e disponibiliza a palavra que você “gostaria”. A melhor suposição aparece abaixo do que você digitou, basta pressionar a tecla de espaço para aceitar a palavra sugerida e continuar a digitação. Pogue digitou algumas mensagens de e-mail com várias palavras diferentes, a maior parte das palavras digitadas tiveram 100% de acerto entre a “vontade” de Pogue e a sugestão do software. Apesar de não ter testado nomes próprios o jornalista ficou com uma excelente impressão do software de auto-correção do iPhone.

  • Realmente, o telefone não estará disponível antes de junho, por isso alguns dos aplicativos do aparelho ainda não estão finalizados.  Durante seu teste David Pogue navegou por cantos obscuros da interface, o próprio Steve Jobs apontou algumas vezes funcionalidades onde apenas a interface gráfica estava finalizada.

  • Em ambas as ocasiões – tanto durante a palestra, quanto no teste de Pogue – a velocidade da internet estava boa, não maravilhosa, mas boa. Contudo todo o teste foi realizado com a tecnologia Wi-Fi, não com a vagarosa rede EDGE da Cingular. Pogue não pôde descrever como seria a velocidade da rede quando conectada através das ondas aéreas do celular. De novo ele frisa: “Eu utilizei um protótipo no qual os softwares ainda estão sendo desenvolvidos. Vários ajustes finos ainda serão realizados entre o dia de hoje (09/01) e o dia do seu lançamento em junho”.

  • A câmera também foi testada. Realmente é muito gratificante tirar fotos com uma ENORME tela de 3,5 polegadas; é raro encontrar câmeras com um tela desse tamanho. O tempo de “refresh” – entre o clique de uma foto, o armazenamento e adisponibilização da câmera para um novo clique – lhe pareceu o típico de aparelho celulares que possuem câmera, mas Jobs afirmou que esse tempo será muito menor até o dia do lançamento, este é mais um dispositivo que esta sendo finalizado.

  • A experiência com o browser é incrível. Você consegue ver toda a Web Page na tela do iPhone. Com um duplo clique em qualquer ponto você faz um zoom. Ou, usando os dois dedos você compacta o tamanho da imagem, ou preciona com o polegar e o indicador para fazer um zoom out. A animação é sem emenda, perfeitamente sincronizada, não congela. Usando o Google Maps para pegar direções e mapas, por exemplo, essa funcionalidade é anos luz mais simples e muito mais poderosa que em qualquer outro aparelho, graças a essa página “elástica” e a tecnologia de compactação de imagem.

Foi dessa forma que David Pogue descreveu seu primeiro contato com o tão sonhado iPhone. Nós mortais teremos essa oportunidade, apenas, a partir de junho. Por enquanto devemos nos contentar em sonhar…

iPhone


Steve Jobs ofusca a CES 2007

9 Janeiro, 2007

Enquanto o mundo da tecnologia está reunido em Las Vegas acompanhando atentamente as novidades e tendências para o ano de 2007 divulgadas na CES. O pai da Apple,  Steve Jobs, solta uma bomba de vários megatons em San Francisco, na Macworld 2007.

Certamente após o anuncio do novo iPhone todos os especialistas do mercado estão de queixo caído, boca aberta e loucos para Junho chegar logo, para adquirir o seu iPhone. Afinal quem mais dúvida do poder da Apple em inovar e reinventar, até mesmo a roda? Eu não!

De fato o iPhone deixa qualquer geek com as mãos coçando. Quem pensava que o iPod já tinha sido uma grande revolução tecnológica está hoje em estado de choque. Gostaria muito de ler os pensamentos de Bill Gates após a bomba, assim como observar o dia de trabalho amanhã lá na Microsoft.

Jobs deu uma cartada de mestre e sem blefe algum, colocou seu Royal Flush sobre a mesa. Quem banca essa aposta? Que o iPhone atingiu o estado da arte ficou claro. Mas em termos mercadológicos o que significou essa jogada? Nas minhas previsões de 2007 eu imaginei que a Web Mobile iria decolar nesse ano. Depois de hoje eu tenho certeza disso.

Além da grande novidade, do tão esperado, iPhone, algo me chamou bastante atenção no “keynote” de Jobs. Google e Yahoo! lado a lado, parece inacreditável certo? Mas é a mais pura realidade, Eric Schmidt, CEO da Google, e Jerry Yang, Co-fundador da Yahoo!, embarcaram nessa jornada lado a lado com a Apple. Enaltecendo o lançamento do iPhone e esbravejando orgulhosamente a chance de embarcar nessa jornada.

Só mesmo Jobs, o tão controverso executivo do mercado, para vender uma idéia e colocar os dois maiores concorrentes frente a frente, de mãos dadas lutando pelo seu desafio. Temos que tirar o chapéu, definitivamente.

Tantas empresas reunidas, tantos segredos e até o ultimo momento ninguém imaginava o que estava por vir. Que Bill Gates se prepare, porque além da pedra que o Google se tornou no caminho da Microsoft a Apple, hoje, demonstrou estar pronta para embarcar no futuro tecnológico e fazer historia. Por sua vez, a Yahoo!, maior aliada da Microsoft no mercado Web, pode rapidamente pular no colo de Jobs e seguir definitivamente seu caminho ao lado da Apple.


Cicarelli a galinha dos ovos de ouro…

9 Janeiro, 2007

Publiquei esse texto ontem no MeioBit, para expor minha opinião a respeito dos acontecimentos recentes que envolvem a dignissima Cicarelli, o Youtube e o MP.

“Pensava que a Internet fosse um território livre e democrático. Achava maravilhosa a liberdade de expressão dominante no meio. Era a modernidade, o futuro! Será que o futuro convergirá no passado?

Minha educação pode não ter sido em colégios suíços, mas posso dizer que tive berço, não de ouro mas tive, e bastantes experiências culturais mundo à fora. Dentro dos meus princípios não deveríamos fazer “obscenidades” em locais públicos. Isso sempre foi atentado ao pudor, não sei se a lei mudou.

Falando em público, aprendi que o que é publico não tem dono, que na rua devemos respeitar o próximo e seguir os códigos de conduta e moral. Mesmo em tempos modernos, existem conceitos que perduram e devem ser respeitados. Nunca soube de Paris Hilton, Britney Spears e cia., processarem alguém quando fotografadas sem calcinha.

Se eu mato alguém no meio da rua, sou filmado e publicam o vídeo no Youtube, poderei processar o autor por invasão de privacidade? Claro que não! Certamente, isso será usado contra mim em qualquer tribunal que se preze.

Minha maior dúvida é a seguinte: por que essa inversão de valores no caso da Cicarelli? Porque não mover uma ação coletiva por atentado ao pudor, contra a dita? Afinal sua imagem está ajudando a alastrar a pornografia pelo território livre da Internet.

O Youtube é um site que proíbe a pornografia no seu Termo de Uso. Quantas crianças não acessam o site? Quantos pais e mães não tiveram seus filhos expostos a tal baixaria? Dentro de toda a minha ignorância, só consigo enxergar que o MP esteja usando esse caso para demonstrar, publicamente e abusivamente, seu poder. Pena que na contra-mão.

Enquanto isso Dona Cicarelli é a única que ganha com tudo isso. Quem pagará o prejuízo dos anunciantes brasileiros que pagaram para veicular seus anúncios no Youtube?

Lastimável essa tentativa de golpe à democracia. Hoje sinto um pouco do que meus pais sentiram em 1964, um pouco sem lenço ou sem documento.”


Os mais procurados na Wikipedia em 2006

5 Janeiro, 2007

wikipedialogo.gifVocê ainda não tem certeza de como definir o termo Web 2.0? Relaxe, você não está sozinho!

Em 2006 o termo “Web 2.0” foi o mais procurado na Wikipédia de acordo com o relatório Nielsen BuzzMetrics, superando até mesmo “Blog”, “RSS” e “Podcast”. O maior fator para o boom da Wikipédia foram as citações de seus termos em blogs, alcançando mais de 29.000 citações, 54% mais do que em 2005.

O site também dobrou sua audiência anual, alcançando a incrível marca de 37.8 milhões de acessos em novembro de 2006, contra 17.8 milhões no mesmo período em 2005, de acordo com a Nielsen NetRatings.

“Independente da controvérsia sobre a credibilidade ou neutralidade dos termos listados, a Wikipédia continua atraindo e – principalmente – retendo o internauta em seu site, facilitando e mediando discussões através da internet.” revela Johnathan Carson, CEO da Nielsen BuzzMetrics.

Carson continua, “o fortalecimento freqüente da palavra Wikipédia vs. Enciclopédia demonstra a ubiqüidade e a utilidade da marca, da mesma forma que outras marcas como Xerox, Google e iPod representam suas categorias.

A seguir a lista dos 10 termos mais procurados na Wikipédia no ano de 2006:

Web 2.0
http://en.wikipedia.org/wiki/Web_2.0

Steve Irvin
http://en.wikipedia.org/wiki/Steve_Irwin

Mark Foley Scandal
http://en.wikipedia.org/wiki/Mark_Foley_scandal

Blog
http://en.wikipedia.org/wiki/Blog

Ajax
http://en.wikipedia.org/wiki/AJAX

World War II
http://en.wikipedia.org/wiki/World_War_II

Snakes on a Plane
http://en.wikipedia.org/wiki/Snakes_on_a_plane

Meme
http://en.wikipedia.org/wiki/Meme

Wiki
http://en.wikipedia.org/wiki/Wiki

RSS
http://en.wikipedia.org/wiki/RSS


Sucesso ou fracasso?

4 Janeiro, 2007

bb

Desde a semana passada a nova campanha publicitária do Banco do Brasil vem sofrendo muitas criticas. Quando ao acessar o site do banco o cliente se deparou com seu nome estampado no seu banco on-line o pânico foi instaurado.

Nessa data diversas reclamações foram feitas através das centrais telefônicas do banco e pelo serviço de atendimento ao cliente on-line e físico. Muitos acharam que sua conta havia sido invadida ou, que o banco havia sido hackeado. Chegaram até a dizer que era “invasão de privacidade” o banco publicar seus nomes sem autorização.

No dia 02 de janeiro a nova campanha estendeu-se para as agências do banco, mais de 300 agências, em dez estados, foram “rebatizadas” com os nomes dos clientes. Nas fachadas em que antes se lia o nome do Banco, são vistas inscrições como “Banco da Ana”, ou “Banco do João”. A estratégia faz parte da campanha de marketing de fim de ano do banco e da pré-comemoração dos 200 anos do BB, que serão completados em 2008.

bb2Dessa vez foi o sindicato dos bancários de Brasília que colocou a boca no trombone. Segundo comunicado divulgado pelo sindicato, a estratégia de marketing é um “golpe” para tentar mudar o nome da instituição, como “quando tentaram mudar o nome para Banco Brasil”. “A gente discorda porque descaracteriza o banco. Dá a impressão de um banco privado. O Banco do Brasil é dos brasileiros, e assim ele deve continuar”, disse Miriam Fochi, diretora do sindicato e funcionária do Banco do Brasil, ao G1.

Paulo Rogério Caffarelli, diretor de marketing do Banco do Brasil, rebate as críticas declarando que os dirigentes sindicais têm um entendimento equivocado quanto ao conceito da campanha. “Tem tudo a ver com o que estão defendendo”, afirmou ele ao G1. O executivo negou que haja qualquer intenção de privatização na campanha. “A idéia é que o Banco do Brasil quer ser seu banco”.

Ainda segundo o diretor de Marketing e Comunicação do Banco do Brasil,   foram escolhidos nomes “do dia-a-dia”, que representam um grande número de pessoas. “A idéia da campanha é homenagear o cliente”, diz. A estratégia vai se refletir ainda no slogan da empresa, que passará de “o tempo todo com você” para “todo seu”.

Mesmo contrariando tantas criticas apóio a posição do diretor de Marketing do Banco do Brasil. Creio que tanta polêmica tenha sido criada pelo simples fato da novidade. Aprendemos nos primeiros períodos da faculdade de publicidade que o ser humano tem uma grande resistência ao novo. Talvez essa teoria esteja sendo posta em prática dentro dessa campanha do BB.

Aposto no sucesso da campanha a médio/longo prazo. O BB esta apenas vislumbrando um reposicionamento, tentando aproximar o cliente do banco. Afinal, realmente, o BB não é o banco do Brasil e sim o banco do cliente, mesmo sendo uma estatal.