Uma tentativa de publicidade viral, bem sucedida?

11 Janeiro, 2007

Antes de ler o post assista ao video !

 

Navegando pelo Youtube deparei com um novo vídeo da ilustre Maria Alice Vergueiro. Ela mesma, a protagonista do “Tapa na Pantera”. Talvez seu vídeo tenha sido um dos mais acessados no Youtube em 2007.

Comecei a assistir e logo percebi que o tema havia mudado, não mais se falava em maconha. Parecia que aquela senhora dava dicas sexuais. No final do vídeo apareceu uma URL, http://www.troqueovelhopelonovo.com.br/, senti um ar de propaganda na mensagem acessei o link e lá estava. Um hotsite da Pirelli, oferecendo até 150 reais na troca de pneus para quem se cadastrasse na promoção.

Podemos considerar a ação uma tentativa de publicidade viral?

Creio que sim, Maria Alice tornou-se uma referência youtubiana, muito procurada e acessada. O vídeo publicado está milimetricamente bem incluído, com todas as tags e “keywords” para ser – facilmente – encontrado pelo usuário. Aparentemente foi inserido por três usuários distintos, não tem como avaliar se todos são responsáveis pela campanha, ou se alguém embarcou na onda para arrecadar alguns cliques.

No momento que escrevo esse post o vídeo já havia sido acessado por mais de 6000 internautas desde o dia 20 de dezembro, data de inclusão do primeiro vídeo. Não acredito que atinja muito mais acessos, a não se que a mensagem comece a se tornar viral a partir dos blogs.

A tentativa foi válida, levando-se em conta o custo de veiculação do vídeo. Mas será que entre 6000 pessoas algum pneu foi vendido, diretamente por essa ação? Será que os custos de produção + cachê da atriz foram cobertos pelo retorno da ação? Será que a campanha vai para a TV também?

Gostaria de analisar a taxa de conversão do vídeo em acessos ao site. Não tenho muita dúvida que nesse primeiro gargalo pelo menos 60%, no mínimo, dos internautas que viram o vídeo não acessaram o site.

O que consegui analisar nessa campanha foi: as agências de publicidade estão começando a abrir os olhos para o poder de viralidade na internet. Contudo, ainda estão longe de um modelo viável e, acima de tudo, atrativo para o internauta.

O conceito de viralidade parece ainda não ter sido absorvido pelos publicitários convencionais. Não basta colocar um vídeo no Youtube para classificar uma ação como viral. A base da viralidade é o usuário, e uma mensagem torna-se viral quando circula espontaneamente pela rede.

O mercado publicitário já aprendeu a jogar a isca, mas o usuário não é ingênuo a ponto de digitar uma URL apenas porque aparece no final de um vídeo.  A solução não é complicada, basta olhar sobre o ângulo da Web e não da publicidade convencional. O que atrai o internauta? Qual o melhor momento de uma campanha para utilizar a publicidade viral ?

O dia que algum publicitário dominar a viralidade na internet, terá passado para o próximo capítulo na história da comunicação.

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Um vírus chamado Internet.

30 Novembro, 2006

Quando Katilce agitou os mares da Internet com mais de 160 mil scraps – recados – no seu Orkut em menos de 24hs, somente os mais antenados perceberam o que aquilo realmente significava. Isso aconteceu em fevereiro de 2006 após o show da banda irlandesa, U2, no Brasil. Depois veio o famoso curta “Tapa na Pantera” com a hilariante Maria Alice Vergueiro, em seguida o caliente video da musa Daniela Cicarelli e assim o “Efeito Katilce” se instalou no ciberespaço. É possível listar uma série de exemplos que vão desde comunidades orkutianas como “Obina facts” até centenas de videos youtubianos vistos por milhões de internautas.

Sim, mas e dai? O que esses eventos têm em comum? Essas são mais algumas provas de que a comunicação realmente esta repaginando sua existência. Por enquanto essa transmutação atinge apenas a Internet e os eventos vistos até então são de ambito social. Orkut e Youtube são – por enquanto – os pilares desse movimento que podemos rotular de : viralidade comunicativa. Essa viralidade somente é possível devido ao reposicionamento do mercado Web. A partir do momento que o usuário – receptor – torna-se o protagonista dentro do “flow comunicativo” ações virais vem à tona e se multiplicam.

Seguindo essa linha de raciocínio torna-se mais simples decifrar as inteções, reais, da Google. Se a proposta, implicita e camuflada, da empresa é criar uma nova forma de publicidade a viralidade é uma fórmula promissora. Por isso que o Orkut e o Youtube são ferramentas tão estratégicas para a gigante. A partir dessas duas plataformas torna-se possível a criação de um mercado de publicidade viral. Não podemos esquecer, nunca, que a própria ferramenta de busca Google foi divulgada através da viralidade com investimentos baixissímos – ou até mesmo nulo – em publicidade convencial.

Agora, falta apenas um publicitário ousado arriscar e transformar o consumidor na própria midia. Assim o receptor passará a ser o difusor da mensagem para uma marca que aprenda a usar a força de uma mobilização viral à seu favor. O primeiro gênio que conseguir dominar a viralidade na Internet, terá contribuído de forma brilhante na construção da história da comunicação na Era da Informação.

Quem se habilita?